<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802</id><updated>2011-04-21T23:30:59.536-04:00</updated><title type='text'>À procura de coisas belas</title><subtitle type='html'>"ABRAÇA TUA LOUCURA ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS."
                          Caio Fernando Abreu.

Seguindo recomendações à risca, for sure.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110994641943970243</id><published>2005-03-04T09:25:00.000-05:00</published><updated>2005-03-04T09:26:59.443-05:00</updated><title type='text'>Lugar (in?)comum</title><content type='html'>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;EU – Você gosta de mar?&lt;br /&gt;ELA – Gosto. Parece uma coisa que eu sinto às vezes por dentro e nem sei bem como é. Nem o que é. Acho que se um dia eu me matasse seria no mar. Queria ir entrando na água bem devagarinho, vestida de branco, descalça, cabelos soltos.&lt;br /&gt;EU – Poesia fácil.&lt;br /&gt;ELA – Vá à merda.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Caio Fernando Abreu. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;em&gt;Para o André. Porque a única coisa que funciona no meu blog é o "chat".&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez diante do espelho em busca de um tema, um tema que catapulte tudo o que eu escrevi ou imaginei escrever até então. Como se já não existisse literatura suficiente sobre isso e eu pudesse dentro de toda a minha visão (limitada) ser por alguns milésimos de segundo original. Patético. Minha própria imagem torna-se incansável ao repetir que não adianta ficar como uma madona renascentista de olhar suplicante em frente à superfície refletora; se não há sequer pergunta como esperar uma resposta que redima por fim essa angústia nauseante que me toma por inteira?&lt;br /&gt;Sorrio diante do meu desânimo arranhado nas linhas em torno da boca gelada que me desafia a compreendê-la. E afago cada sulco, imaginário ou não, resultante dos trabalhos forçados que são impostos à minha alma todos os dias (por mim mesma, o que é pior). Então os lábios tão finos se juntam numa linha brusca (mais uma) e pareço nunca ter sorrido antes, máscara inexpressiva sem rosto por baixo. No mais, tudo é miragem.&lt;br /&gt;Por que o espelho? Por que não sair, olhar um belo homem na rua e dizer algo indecente, entrar num sebo, conversar com os amigos, andar num parque, pedir colo ao namorado, entrar no mar, tomar alguns comprimidos... Já não bastam os espelhos de Narciso, Alice, da madrasta da Branca de Neve e do Borges? Já não existem teses e até livrinhos de auto-ajuda (Olhe todos os dias para o seu espelho e repita que você é um vencedor, que você e SÓ VOCÊ é capaz de transformar sua vida, etcetc, ad infinitum)? E por que, p-o-r-q-u-e, apesar de tudo, continuar olhando? Será a força do lugar-comum tão forte assim para magnetizar uma pobre mente sem idéias?&lt;br /&gt;Perguntas retóricas gastas e previsíveis como o espelho do banheiro. Um fiasco. Se ao menos eu pudesse achar algo nesse espelho além da menina-imagem que me sufoca e delimita, talvez aí tudo ficasse claro e minha insônia então poderia ser preenchida pelo ruído incessante de teclas cantando no meu quarto. Canções bonitas, cheias de poesia e cor.&lt;br /&gt;Mas a quem quero enganar? Canções e grandes enredos não são pra mim. Na minha prosa rés-de-chão nada acontece, é sempre aquele mesmo ar morno e doentio estagnado sobre o texto. Ninguém é feliz ou triste, não há encontros e separações e nunca consegui obedecer ao mais simples esquema princípio-meio-e-fim. O espelho não completa nunca porra nenhuma. Tudo fica sempre pela metade. Como eu.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110994641943970243?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110994641943970243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110994641943970243' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110994641943970243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110994641943970243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2005/03/lugar-incomum_04.html' title='Lugar (in?)comum'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110728514553586552</id><published>2005-02-01T13:48:00.000-05:00</published><updated>2005-02-01T14:12:25.536-05:00</updated><title type='text'>Enfim, perto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Para a minha Mãe... e a sua também.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Foram tantos anos de silêncios subservientes e olhares desviados, tantas vezes em que as palavras ácidas foram reprimidas e tudo o que se ouviu no quarto rosa foi um “sim, senhora” abafado, tantas e tantas histórias e desculpas (brilhantemente) inventadas para agora, justo agora!..., a Mãe deitar no seu colo e chorar.&lt;br /&gt;            Lembrou-se do medo que sentiu ao mostrar o 4,5 em Ciências . E todas as assinaturas que falsificara em muitas provas, em muitos quatro-e-meeeeeios desde então. A vergonha de vê-la à porta do shopping  porque “o filme acabou muito tarde e você é nova demais pra andar sozinha na rua a essas horas. Com essa violência não dá pra brincar, Isabela, e nem adianta falar que está pagando mico porque...”, enquanto o Henrique, logo o Henrique, já tinha dito que a levaria pra casa. E a primeira vez em que conseguiu dizer que preferia entrar sozinha no consultório do ginecologista...&lt;br /&gt;            Por tudo o que viveram ao longo de quase duas décadas, imagine só, como poderia ver A Mãe chorar daquele jeito? Como consolar quem sempre foi sombra, abrigo, fascínio, um pouco Deus? Naquele momento ela parecia tão, tão... mulher. Uma mulher espremida entre os dois braços de um sofá puído, deitada num colo, pedindo compreensão. Nem mais nem menos.&lt;br /&gt;            Não mais mulher que ela própria. Pela primeira vez viu-se tão alta, tão bela e tão forte quanto a Mãe. Percebeu que as duas por vezes eram fracas mas também felizes e sonhadoras. Sim, poderiam ser, qual o problema em sonhar aos 20 ou aos 50? Sonhar por acaso implica um prazo de validade pré determinado?&lt;br /&gt;            Por isso não teve mais medo. Sorriu para o passado dissolvido nas lágrimas que molhavam sua calça jeans e para o presente emaranhado nos cabelos que agora alisava com carinho. Se começou a chorar sincronizadamente foi por não agüentar o transbordamento da beleza que enfim estourava as comportas de seu coração recém-nascido para a vida. E num futuro que era QUASE sentiu-se também capaz de operar alguns milagres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110728514553586552?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110728514553586552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110728514553586552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110728514553586552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110728514553586552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2005/02/enfim-perto.html' title='Enfim, perto.'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110599390089422908</id><published>2005-01-17T15:30:00.000-05:00</published><updated>2005-01-17T15:31:40.893-05:00</updated><title type='text'>Estética para Principiantes</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Ao Léo, tão assustado quanto eu ao descobrir essas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;"Instante, pára, és belo!"&lt;br /&gt;Goethe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... mas o que é engraçado mesmo é como você é bonito aos pouquinhos. É fácil perceber sinais e trejeitos em você que fazem a realidade fundir-se (e por que não?) com todo tipo de sonho e devaneio. Você acha que eu tô brincando? Deveria saber que eu não brinco com este tipo de coisa. A beleza é muito importante pra mim.&lt;br /&gt;Olha só esse sorriso de canto de boca. Dura alguns segundos (você deveria sorrir mais vezes e por mais tempo, se quer a minha opinião), mas modifica seu rosto por horas. Seus traços ficam mais leves e até a sua voz perde aquela rudeza que você insiste em ostentar, mas que eu sei (e talvez só eu saiba) que é de mentira.&lt;br /&gt;Seus olhos. Bem, seus olhos se perdem nas lembranças das histórias que me conta. Eles não são bonitos por si nem por tudo o que viram, mas pelo jeito que viram, entende? Eu quase consigo tocar o passado que você recria quando olha pra mim e começa a falar, ainda que descontroladamente. Na verdade eu mal escuto o que você diz. Apenas mergulho sem medo e (re)vejo tudo o que você permite. E você me permite ver um montão de coisas, mesmo nas águas mais turvas. Mesmo que isso te assuste, e a mim também.&lt;br /&gt;Às vezes suas mãos são lindas, principalmente quando percorrem sem pressa meu corpo, amálgamas às minhas próprias linhas (também nem tão belas assim). Embora sejam mãos ossudas demais quando eu fico reparando bem de pertinho, a doçura de cada dedo é tão intensa que desmancha o que é sólido e tudo o que resta é o etéreo do que não poderemos nunca explicar, porque sentir é calar-se em muitos casos. Ou pelo menos deveria ser.&lt;br /&gt;E dormindo... ah, seus cílios longos parecem tão voluntariosos! Eles quase tocam a sua pele. Quase. Assim como você quase me toca a alma. E é essa proximidade que também é distância (em ambos os casos), e é esse espaço mínimo que sempre vai existir porque a pele da face é quase tão inatingível quanto a alma de uma pessoa e mesmo assim os cílios e as outras almas continuam tentando... é isto tudo que me faz pensar que talvez o Pão-de-Açúcar sobre a tela azul de um dia de verão não seja nem metade do vislumbre de poesia que te acompanha sempre. Porque o que faz meu dia parar não é a mansidão das águas da baía ou aquela perfeição de corpos plásticos embebidos de sal e de sol. É o delírio e a vertigem que sinto ao olhar de relance para você e entender que é tempo suficiente (por que o que é tempo, afinal?) para perceber os pequenos detalhes que te transformam, te transcendem, te configuram, desconfiguram, reestruturam a cada dia e te fazem ressurgir como um moto-perpétuo de surpresas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110599390089422908?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110599390089422908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110599390089422908' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110599390089422908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110599390089422908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2005/01/esttica-para-principiantes_17.html' title='Estética para Principiantes'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110564138770889502</id><published>2005-01-13T13:35:00.000-05:00</published><updated>2005-01-13T13:36:27.710-05:00</updated><title type='text'>Ladainha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Água morna. Shampoo. Água morna. Condicionador. Pente de dentes largos. Desembaraça, desembaraça, desembaraça. Tufo de cabelo entupindo o ralo. Toalha felpuda. Modelador de cachos.&lt;br /&gt;Gilete. Esponja. Sabonete. Espuma. Perna esquerda. Corte superficial no joelho. Espuma. Perna direita. Hidratante.&lt;br /&gt;Plástico. Cera quente. Coragem. Virilhas. Grito. Medo. Dor. Grito. Dor. Grito. Ligação do vizinho. Palavrão.&lt;br /&gt;Roupão. Pantufas. Música. Coreografia ridícula. Espelho. Espinhas. Barriga. Celulites antigas. Estrias. Celulites novas. Estrias. Estrias (sempre as mesmas). Alto-estima arrasada.&lt;br /&gt;Calça jeans. Camiseta. Tênis. Espelho. Saia. Chinelo. Espelho. Vestido. Sandália. Espelho. Aprovação do espelho.&lt;br /&gt;Pinça. Sobrancelhas tortas. Pinça. Extinção parcial das sobrancelhas. 15 minutos de choro compulsivo. Pinça no lixo.&lt;br /&gt;Corretivo para olheiras. Lápis preto. Delineador. Telefone tocando. Curvex. Gloss. Telefone tocando novamente.&lt;br /&gt;Brincos. Pílula. Perfume. Espelho. Mais perfume. Mais espelho. Chaves. Destranca. Sai. Tranca. 17 passos. Volta. Destranca. Entra. Bolsa. Sai. Tranca. Vai.&lt;br /&gt;Como era no princípio, agora e sempre,&lt;br /&gt;Amém.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110564138770889502?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110564138770889502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110564138770889502' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110564138770889502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110564138770889502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2005/01/ladainha.html' title='Ladainha'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110547560439655923</id><published>2005-01-11T15:30:00.000-05:00</published><updated>2005-01-11T15:37:34.183-05:00</updated><title type='text'>Aos 5 ou 6 fiéis (também substituível por desocupados, malucos ou qq coisa que o valha) leitores deste blog:</title><content type='html'>Aqui estou eu, voltando de férias da minha pseudo atividade literária. Ano novo, blog velho, e a certeza de que continuarei buscando coisas belas por aí. A caçada continua, ainda que eu perceba que sempre que me meto a escrever, a beleza das coisas  torna-se mais fugidia e distante, como se minhas palavras fossem névoa onde havia apenas o sol brilhando. É essa mania de sempre complicar tudo que a maioria de nós adquire com o tempo e que comumente chamamos de maturidade. (Ah, tá!) &lt;br /&gt;	Obrigada aos velhos e os novos amigos que de vez em quando passam por aqui pra trocar idéias, dar uma forcinha, me sacanear, xingar, dizer que eu não presto mais do que o que escrevo... Mmmm, fico muito contente com todos os tipos de manifestações. Vocês são incríveis! (e o pior: a maioria sabe que é.)&lt;br /&gt;	Enfim, é isso. Vou parar com este blablabla porque eu sou a mais manteiga e aposto que pelo menos uma ou duas almas (é, são vocês mesmos, tô olhando pr’os dois!)  vão tecer comentários sarcásticos acerca deste post. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A um 2005 BONITO, nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110547560439655923?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110547560439655923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110547560439655923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110547560439655923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110547560439655923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2005/01/aos-5-ou-6-fiis-tambm-substituvel-por.html' title='Aos 5 ou 6 fiéis (também substituível por desocupados, malucos ou qq coisa que o valha) leitores deste blog:'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110331037777515198</id><published>2004-12-17T14:05:00.000-05:00</published><updated>2004-12-17T14:06:37.426-05:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.malvados.com.br" target="_blank"&gt;&lt;img height="40" src="http://www.malvados.com.br/selo1.gif" width="112" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.malvados.com.br" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110331037777515198?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110331037777515198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110331037777515198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110331037777515198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110331037777515198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/12/blog-post_17.html' title=''/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110321634950482349</id><published>2004-12-16T11:48:00.000-05:00</published><updated>2004-12-16T12:03:35.820-05:00</updated><title type='text'>da série Grandes Questões Existenciais das Duas da Manhã</title><content type='html'>... e me perguntaram por que eu escrevo, por que diabos eu escrevo se bem sei que as únicas linhas impressas com meus textos serão as desse blog, lidas por 5 ou 6 amigos-leitores. Se compreendo que as editoras não podem gastar suas páginas com essa prosa ruim que sai da minha cabeça e por isso nunca vou ser motivo de atenção ou de vendagem. Se tenho bem claro na minha mente que o Jô Soares nunquinha mesmo vai me entrevistar porque os papéis do cara que faz origamis são muito mais importantes do que os meus. e se não sinto nenhuma pena de mim mesma por isso. "por que então você escreve?" - me perguntaram.&lt;br /&gt;ainda não sei  responder. acho que se eu soubesse eu parava. Juro por Deus que parava.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110321634950482349?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110321634950482349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110321634950482349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110321634950482349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110321634950482349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/12/da-srie-grandes-questes-existenciais.html' title='da série Grandes Questões Existenciais das Duas da Manhã'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110305190451661559</id><published>2004-12-14T14:14:00.000-05:00</published><updated>2004-12-14T14:18:24.516-05:00</updated><title type='text'>Tonelagem</title><content type='html'>Já descobri que não tenho (nem nunca tive, é um item que não veio de fábrica) músculos morais para suportar o peso das coisas.&lt;br /&gt;A noite é extremamente pesada, assim como meu estômago e minhas pálpebras. Como os dedos que esmurram as teclas deste computador antigo e as lágrimas que caem indolentes rosto abaixo só pra fazer juz a esse meu ar de mocinha romântica.&lt;br /&gt;E minha cabeça, com todas essas pequenas bolinhas de chumbo que são meus pensamentos rolando de um lado para o outro, chocando-se às vezes com meus sonhos (os que restaram; estes feitos de minério puro.&lt;br /&gt;Cada estilhaço de tempo parece insustentável para o meu pequeno corpo, cada abraço que recebo é ameaça de ruptura na fragilidade dos meus braços. E certas imagens... ah!..., eu nunca  possuí olhos de estivador, não sei como transportá-las.&lt;br /&gt;Atlas segurava um mundo nas costas. Me rio com gosto do semi-deus, esse pretensioso que achava fazer muito: eu carrego toda uma alma no colo.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110305190451661559?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110305190451661559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110305190451661559' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110305190451661559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110305190451661559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/12/tonelagem.html' title='Tonelagem'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110277082902124142</id><published>2004-12-11T08:11:00.000-05:00</published><updated>2004-12-11T08:13:49.023-05:00</updated><title type='text'>Nunca é o suficiente.</title><content type='html'>Não sabia se eu era realmente bonita. Não preocupei-me em saber se eu era minimamente interessante: bastava saber que você me desejava. Isso era o suficiente.&lt;br /&gt;Até o dia em que você me olhou sem me querer, querendo apenas disfarçar seu tédio. Querendo apenas assistir seu filme. Querendo apenas que eu alcançasse o controle remoto que estava longe do alcance de seus braços e do resto do corpo espalhado pelo sofá.. Querendo-me como se quer a um eletrodoméstico, um microondas, um aspirador de pó talvez.&lt;br /&gt;Foi aí que coloquei aquele vestido azul que ganhei no Natal da Patrícia e já é quase Natal de novo e eu nenhuma vez o usei, passei batom (não sem alguma dificuldade, meus lábios são finos demais, borram ao mais leve erro de uma mão inexperiente) e pintei os olhos como minha irmã me ensinou há muitos anos atrás, reforçando bem nos cantinhos para eles parecerem maiores e mais vivos.&lt;br /&gt;Foi aí que saí pela porta da sala e soprei um beijo que caiu no meio das latinhas de cerveja dispostas desordenadamente na mesinha de centro e nunca mais voltei.&lt;br /&gt;Nunca soube  se eu era realmente bonita. Também nunca preocupei-me em saber se eu era minimamente interessante. Mas descobri que eu sou algo diverso de um liqüidificador ou secadora. Isso é o suficiente.&lt;br /&gt;Será mesmo?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110277082902124142?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110277082902124142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110277082902124142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110277082902124142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110277082902124142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/12/nunca-o-suficiente.html' title='Nunca é o suficiente.'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110183771158047031</id><published>2004-11-30T13:58:00.000-05:00</published><updated>2004-12-11T08:04:36.586-05:00</updated><title type='text'>Monoparagráficas III</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;E o tempo que parecia esquecer-se do tempo enquanto estávamos juntos, Bia. É disso que eu tenho mais saudade. Você lembra daquele fim de semana em Parati? Percorremos durante séculos as pedras das ruas enquanto estávamos nós mesmo sendo percorridos por, sei lá, talvez pela felicidade, se a felicidade for a mansidão e a leveza daqueles segundos elásticos quando ficávamos em silêncio, logo nós, tão verborrágicos. Naquela noite que pareceu durar quem sabe um milênio eu e você ficamos desenhando centenas de estrelas coloridas e uma lua de novela das 8 no céu nublado, só para parecer mais romântico. E deu certo, lembra? Deu tão certo que você disse que nunca tinha visto nada tão bonito e eu me encantei não com a noite mas com você e seus olhos cheios de sonhos estelares. Mas o dia nasceu mesmo sem que o sol se dignasse a aparecer e com ele o trânsito, a volta para casa, as pilhas de trabalhos acumulados e listinhas-de-coisas-a-serem-feitas-que-não-podem-mais-ser-proteladas, a distância e o tempo querendo recuperar-se de sua embriaguez momentânea acelerando-se...Você foi para São Paulo fazer mais uma pós-graduação. Pra quê tantas eu nunca entendi. Acho até que daqui a pouco vai faltar parede para pendurar seus diplomas, a casa dos seus pais é tão pequena... Bem, eu comecei a passar minhas noites com a Cristina enquanto você passava as suas com Sartre. E agora, eu precisava que você soubesse Bia, agora todas as minhas noites, todas mesmo, são estreladas e cheias de lua. As nuvens em que rabiscamos tanto choveram bem longe. Correu o céu da noite de Parati nas valetas de alguma rua, até caírem num bueiro qualquer, em qualquer sarjeta tão igual desse mundo ou de qualquer outro. E eu nunca mais precisei inventar nada. Nunca mais pintei o cosmos para ninguém. Já fui Deus; hoje sou tão mortal e sinto-me tão frágil que a minha vontade é pegar a ponte aérea pra você ver se sobrou qualquer faísca do incrível em mim. Talvez seja isso mesmo que eu deva fazer. Está chovendo aí? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110183771158047031?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110183771158047031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110183771158047031' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110183771158047031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110183771158047031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/11/monoparagrficas-iii.html' title='Monoparagráficas III'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110114748660923612</id><published>2004-11-22T13:13:00.000-05:00</published><updated>2004-11-22T13:18:06.610-05:00</updated><title type='text'>Monoparagráficas II</title><content type='html'>Foi naquele dia, há uns dois meses atrás. A quinta antes do feriado prolongado em que eu fui visitar minha avó, lembra? O tempo estava nublado e você queria ir à praia. E eu estava reclamando do verão que havia chegado sem que eu pudesse fazer a dieta anual para recepcioná-lo. Acho que também resmungava algo sobre a impossibilidade de viver sem chocolate, não tenho muita certeza, quando você começou a caçoar de mim por um motivo bobo (daqueles que sempre nos fazem rir à toa até que todas as outras pessoas começam a nos olhar com reprovações mil nas íris apertadas.) me fazer cócegas na barriga e tentar inutilmente agarrar minhas gorduras imaginárias. E eu, aos gritos, fingia repreendê-lo sob o mormaço, deliciada, em mais um dia como qualquer outro, tão ordinário quanto, ainda sem me dar nenhum vestígio de que se tornaria uma data marcante, Carlos, mas foi nesse dia, exatamente nesse dia e não ontem, anteontem ou no aniversário da Carminha. Acho que você não sabe do que eu tô falando. Mas deixa eu terminar, preciso encerrar esse assunto hoje......... Você tocou o meu rosto. Naquele dia você tocou o meu rosto pela primeira vez. Tantos anos de amizade para você tocar meu rosto tão de repente. Sua mão se insinuou sobre a minha bochecha e foi desbravando-a sem pudor até alcançar as mechas louras do meu cabelo, onde por fim descansou. E eu fechei os olhos devagar (você não percebeu, tenho certeza) enquanto pensava nas coisas estranhas que começavam a acontecer comigo justo num daqueles dias tão imóveis onde você pensa que tudo não vai mudar nunca, nunca mesmo, Carlos, nunca. Mas mudou. Como um flash, os tais milésimos de segundo que dão a vitória a um velocista. Eu virei o rosto para que você não sentisse minha pele se aquecendo por causa de um gesto tão simples. É que eu já estou um pouco velha para ficar vermelha............ E ainda hoje sinto aquele toque. Sua mão continua marcada no meu rosto, pressionando levemente o lóbulo da minha orelha tão indefesa. Essa sensação esteve comigo nas noites em que eu me revirava na cama procurando uma cura pra uma insônia recém-adquirida ou nos dias em que eu me sentava na frente do computador e o trabalho era inexecutável, pelo simples fato de seus dedos estarem enrolando os fios mais escondidos da minha nuca. E o que eu sentia não eram mais cócegas, Carlos. Suas mãos continuam a percorrer meu rosto mesmo agora, com você escondendo-as dentro dos bolsos desse jeans surrado, já disse pra você parar de usá-lo, ele está praticamente andando sozinho. E talvez, mesmo que eu nunca mais as veja no meu rosto ela irão continuar lá, afinal o mal está feito; a imaginação assumiu o controle de mim. Mmmm, não sei como continuar, até porque não há mais muito a ser dito. Eu só queria que você soubesse que foi naquele dia exato, só isso, foi naquele dia, naquela hora e na aspereza repentina dessas suas mãos que... é, você fez exatamente assim, mas na bochecha direita.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110114748660923612?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110114748660923612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110114748660923612' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110114748660923612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110114748660923612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/11/monoparagrficas-ii.html' title='Monoparagráficas II'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110096362049665213</id><published>2004-11-20T10:10:00.000-05:00</published><updated>2004-11-20T10:13:40.496-05:00</updated><title type='text'>Resoluções de sábado à tarde.</title><content type='html'>-         Tchau.&lt;br /&gt;-         Ãhn?&lt;br /&gt;-         Eu disse tchau.&lt;br /&gt;-         E você pensa que vai aonde?&lt;br /&gt;-         Porra, mãe! Não se faz de burra, tô indo embora.&lt;br /&gt;-         Com que dinheiro?&lt;br /&gt;-         Com o meu.&lt;br /&gt;-         Quê?&lt;br /&gt;-         Com o meu, já disse.&lt;br /&gt;-         E você trabalha?&lt;br /&gt;-         É, tô fazendo programa.&lt;br /&gt;-         Pára de resmungar e fala mais alto!&lt;br /&gt;-         Com a mesada dos últimos meses.&lt;br /&gt;-         Ah.&lt;br /&gt;-         Como assim “Ah”?&lt;br /&gt;-         É que eu tava pensando se amanhã teria que fazer almoço para você. Mas agora já sei que você volta antes da novela das sete.&lt;br /&gt;-         Não tô brincando, mãe. Dessa vez é sério.&lt;br /&gt;-         Eu também não. Mas até onde você acha que vai com as economias do seu cofrinho?&lt;br /&gt;-         Até a casa do Rodrigo. São só dois ônibus. Posso bancar inclusive um milk-shake se eu tiver vontade.&lt;br /&gt;-         Quem?&lt;br /&gt;-         O Rodrigo, mãe, lá da faculdade. É com ele que vou morar.&lt;br /&gt;-         Acho melhor não tomar o milk-shake. Como você vai chegar na faculdade amanhã?&lt;br /&gt;-         Vou arrumar um emprego, enquanto isso o Rô me empresta uma grana..&lt;br /&gt;-         Ah.&lt;br /&gt;-         Odeio quando você diz “Ah”.&lt;br /&gt;-         ...&lt;br /&gt;-         Você não vai dizer mais nada?&lt;br /&gt;-         ...&lt;br /&gt;-         Não vai gritar, chorar, dizer que eu não presto?&lt;br /&gt;-         Mmmmm, não. Quer ir, vai.&lt;br /&gt;-         Simples assim?&lt;br /&gt;-         É.&lt;br /&gt;-         Você está me assustando, sabia?&lt;br /&gt;-         Você é maior de idade. Não posso te prender no seu quarto. Quer ir, vai.&lt;br /&gt;-         E toda aquela história que ouvi durante anos de “você-é-minha-filha-única-e-eu-só-quero-o-seu-bem?”&lt;br /&gt;-         Até onde eu sei, você ainda é minha filha única e eu ainda quero o seu bem.&lt;br /&gt;-         Mas...&lt;br /&gt;-         O que você quer que eu faça, Luciana? Quer que eu enlouqueça e diga ao meu terapeuta que minha filha está me matando por dentro? Ou você quer que eu seja durona, te dê uns tapas e grite nos seus ouvidos que você não passa daquela porta?&lt;br /&gt;-         Não mãe é que.&lt;br /&gt;-         Ou então eu posso ser teatral, me jogar aos seus pés e implorar para você não sair da minha vida. É isso que você quer?&lt;br /&gt;-         Mãe, eu...&lt;br /&gt;-         Quer ir, Lu? Vai. Não vou te proibir de voltar nem nada. Só deixa eu assistir meu filme em paz.&lt;br /&gt;-         ...&lt;br /&gt;-         Você não vai dizer mais nada?&lt;br /&gt;-         ...&lt;br /&gt;-         Não vai gritar, chorar, dizer que eu sou uma mãe desnaturada?&lt;br /&gt;-         Mmmm, mais tarde.&lt;br /&gt;-         Mais tarde por que?&lt;br /&gt;-         Nunca consegui saber se eles ficam juntos no final. Só assisti até a hora em que ela sai dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;-         Pipoca?&lt;br /&gt;-         Com manteiga. Desisti do regime ontem.&lt;br /&gt;-         Já disse que você não precisa de regime, Luciana.&lt;br /&gt;-         Dois quilos a menos não me fariam mal. Não consigo vestir um biquini sem sentir vergonha.&lt;br /&gt;-         Isso é bobagem.&lt;br /&gt;-         Ainda tem Coca-Cola na geladeira?&lt;br /&gt;-         Vou pegar. Enquanto isso, tira as suas roupas da minha mala e guarda ela direitinho no armário. Você sabe que eu odeio que mexam nas minhas coisas.&lt;br /&gt;-         Tá bom, mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110096362049665213?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110096362049665213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110096362049665213' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110096362049665213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110096362049665213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/11/resolues-de-sbado-tarde.html' title='Resoluções de sábado à tarde.'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110079618369364541</id><published>2004-11-18T11:37:00.000-05:00</published><updated>2004-12-11T08:06:39.923-05:00</updated><title type='text'>Boneca na Caixa</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Há uma mulher dormindo em minha cama. &lt;em&gt;Deus, faça com que esta visão seja realmente uma visão, mais uma de tantas e tantas noites em que eu fiquei acordado pensando como seria bom se ela... Eu sei que queria mas, por favor, por favor, faça com que eu, quando enfim acordar, sim acordar, porque isto é um sonho ruim, pior que a insônia e suas alucinações, como seria bom acordar, sair para o trabalho e..., quando eu estiver recostado na cama, sozinho com meu controle remoto, aí finalmente esta, não haverá mais esta.&lt;/em&gt;.. não, não adianta rezar; há realmente uma mulher dormindo em minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No silêncio cheio de motores de carro e distensões do asfalto ela se move, inconscientemente. E o mundo se move com ela. Só eu estou parado. Só eu estou fora da órbita de Cristiane.&lt;br /&gt;A escuridão do quarto é úmida. Mais úmida do que escura. Enquanto me arrasto dentro dela procurando um pouco de ar fresco (esta mulher respira demais e me sufoca) posso apreciar - &lt;em&gt;com prazer ou nojo? &lt;/em&gt;- o calor de sua pele branca, tal qual fogo de laboratório. A energia dessa pele que contrasta com as unhas cor de café, longas e bem feitas, provavelmente manicuradas para esse encontro.&lt;br /&gt;Mas não posso divisar as unhas ou a pele de Cristiane com os olhos; está ainda muito cedo para que os primeiros raios de luz me forneçam alguma pista do dia que vai nascer. É quando os fecho que percebo que lá está a pele, as unhas, o osso proeminente do cotovelo, o leve arranhão no antebraço direito, arranhão este provocado por mim há momentos atrás... Enxergar com o pensamento é talvez a forma mais cruel de enxergar.&lt;br /&gt;O arfar de seu peito é gelado, tão vítreo (quase fantasmágorico) que sinto dormir em minha cama uma boneca de porcelana de aproximadamente 1.70m. Boneca de porcelana de vitrine de loja empoeirada no subúrbio da memória, onde ninguém mais vai.&lt;br /&gt;Os cabelos estão espalhados no meu travesseiro. Meu travesseiro. Longos cabelos escuros que se assenhoraram da fronha caramelo. E agora estão verificando a topografia do terreno, embrenhando-se em cada dobra, espalhando-se em cada fresta do tecido, avolumando-se nas depressões do lençol e também nas minhas, Meu Deus, também nas minhas...&lt;br /&gt;Seu nome rasga a língua, atravessa minha boca ressequida de pavor, (sim, agora sei que é pavor, pavor este que me domina sempre que...)ricocheteia nos dentes e se esconde na umidade cúmplice do quarto. Cristiane.&lt;br /&gt;Por que ela não podia simplesmente ir embora e me deixar aqui com seu cheiro e sua chama gelada? Eu a levaria até o táxi, nos despediríamos com um beijo e eu ensaiaria um utópico “Te ligo amanhã”. Mas não. Ela tinha de ficar. E dormir em minha cama. E ser presença em todos os cantos do quarto. E me afogar com palavras e sensações.&lt;br /&gt;Talvez seja eu quem deva partir. Amanhecer em outro lugar e esperar até a noite para voltar pra casa . Mas não importa onde eu esteja ou com quem eu esteja: a chaga da mulher dormindo em minha cama continuará aberta mesmo depois de Cristiane ter ido embora e já dormir em uma outra caixa de boneca qualquer que não a minha.&lt;br /&gt;Porque nunca tive antes uma mulher dividindo comigo meu sono. Ou ficávamos acordados toda a noite ou ela dizia que sua família iria ficar preocupada se chegasse tarde (e eu, solícito, canalha “claro, vai sim, eu entendo”) ou ainda era eu partia rumo à minha cama. Vazia. O que Cristiane está fazendo aqui? Como ela pôde não entender o que estava pra lá de subentendido? Com que coragem ela se aninhou junto a mim e me beijou o pescoço enquanto sussurrava um boa noite?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Boa noite”, eu também sussurrei, embora sem entender o porquê. E agora Cristiane dorme em minha cama. E eu já rezei, já repassei os fatos da noite anterior, já revirei minhas convicções e descobri que só tenho dúvidas no presente momento. E que só as dúvidas compartilham dessa minha falta de sono (&lt;em&gt;desse meu PAVOR, PAVOR&lt;/em&gt;). Não me restam agora forças ou razões para levantar.Por isso fico. E não a desperto. De manhã farei o café. E devolverei a boneca de porcelana para a loja de brinquedos. Depois dessa noite talvez eu troque de cama, compre uma menor. Uma que não caiba uma boneca em seu sono de beleza. Talvez eu a substitua por um sofá-cama pequeno que se amolde perfeitamente a esse meu corpo e a essa solidão que escolhi como minha única companheira. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não dá pra dormir com este maldito ventilador ligado. Essas pás parecem que vão fazer o quarto levantar vôo. Que barulho hediondo, hediondo, de onde tirei esta palavra? não dá, não dá mesmo, eu estou enlouquecendo, qualquer calor é preferível a isso. Eu disse pra minha irmã que eu não conseguiria dormir assim. Era muito mais fácil ter juntado uma grana e comprar um ar condicionado...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110079618369364541?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110079618369364541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110079618369364541' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110079618369364541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110079618369364541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/11/boneca-na-caixa.html' title='Boneca na Caixa'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9143802.post-110055287774907262</id><published>2004-11-15T22:09:00.000-05:00</published><updated>2004-12-11T08:07:35.220-05:00</updated><title type='text'>Monoparagráficas I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;...Desculpa, eu não estava prestando atenção, pode repetir? Não precisa ser grosso desse jeito comigo só porque eu não fiquei sorvendo cada palavra que saía da sua boca. Tenho uma novidade: você não é o ponto de equilíbrio do universo. Tá., já sei o que vamos começar a discutir agora.. Você vai dizer que eu mudei muito, é o seu lugar-comum nessa mesa há algum tempo, se você ainda não percebeu.. Mas isso não é verdade. Apenas adquiri coragem para gritar o que eu nunca deixei que escapasse de dentro de mim. Tô cansada de calar o que deveria ter sido dito. Em outros tempos (nem tão distantes assim) eu estaria com aquele meu sorrisinho calculado enquanto você me contaria as peripécias do seu fim de semana. Quer saber? Foda-se seu fim de semana, Fábio. Que diabos pode haver de novo em um fim de semana tão velho quanto os primeiros de sua adolescência? Se você estudou como um louco, vomitou as entranhas encharcadas de cerveja numa festa, pegou três amigas minhas no churrasco do Túlio e comeu a irmã dele na sala... qual a grande novidade, heim? A decoreba escolar continua a mesma, com pequenas variações para não parecer dèja-vu. Os porres e as mulheres idem. Cabo-Frio no carnaval, Saquarema no Reveillon, sexo esporádico, bebida freqüente e a fumaça dos seus malditos cigarros baratos como pano de fundo. E aí? O que pode haver além disso pra você? Porra Fábio, não me olha assim. É o mesmo olhar que você sustentou em todas as conversas que tivemos até hoje. Me chama de doida, me manda calar a boca, me deixa falando sozinha aqui com a conta pra pagar mas não me olha assim. Grita comigo, Fábio, diz que existe algo mais nisso tudo, que o tédio não vai nunca entranhar na nossa carne e desfazer o que nem foi feito ainda. Por favor, arranca essa toalha da mesa agora, (sei lá porque, me deu vontade de vê-la no chão) manda o garçom pro inferno e vamos sair desse bar, deve haver alguma coisa pra fazer, alguma coisa que não seja estar aqui como sempre estivemos. Talvez essas engrenagens emperrem se nós as contrariarmos, vamos torcer que seja assim. Odeio quando me ignora. Existe em você qualquer material inflamável ou tudo são fios encapados e fita isolante aí dentro, Fábio? ........................................................................................................ tá, acho que podemos tomar mais uma. Mas é a saideira, viu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9143802-110055287774907262?l=gabyventura.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gabyventura.blogspot.com/feeds/110055287774907262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9143802&amp;postID=110055287774907262' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110055287774907262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9143802/posts/default/110055287774907262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gabyventura.blogspot.com/2004/11/monoparagrficas-i.html' title='Monoparagráficas I'/><author><name>Gabriela Ventura</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16651370229554625942</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
